sábado, 12 de março de 2016

A Grande Prostituta Moderna

Com relativa frequência nos deparamos com protestantes se referindo raivosamente a Igreja Católica como Babilônia a Grande prostituta. Por outro lado, este ruído que fazem contra a Igreja de Cristo, é apenas uma das ferramentas de proselitismo para angariarem cristãos sem instruções para suas fileiras de dizimistas mantenedores. Por outro lado, pelas próprias características do protestantismo de muitas segmentações devido os seus milhares de pensamentos teológicos subjetivos meramente interpretativos e divergentes, estas palavras se tornam debeis aos que estão despertos. Porquanto, este ruído é oco, não tem nele conteúdo que lhe dê alguma firmeza. 

Vou demonstrar aqui esta ocacidade por meio do tema proposto, porque se estiverem corretos, eles não fazem parte do povo de Deus. Semelhantemente, se estiverem errados também não fazem parte do povo de Deus. De ambos os lados estão excluídos por justamente não estarem do lado de dentro da grande muralha onde se encontram cativos toda a nação dos escolhidos de Deus.

Impossível? Loucura? Tolices? Não meu caro, isso é fato! Acompanhe na sequência o desenrolar do assunto e entenderá que esta moeda viciada em apenas um lado, também possui a outra face, até porque a Palavra de Deus não é interpretada subjetivamente por alguém, inclusive pelos profeteiros, mas a própria Palavra e a história revelam sua interpretação, esta é a autoridade e não um mero desejo, ou ódio de querer que seja assim ou daquele jeito.

Se Estiverem Errados

É notório que o protestantismo não possui o Espírito de Deus, pois, cada igreja deste segmento só existe porque alguém não concordou com determinados ensinos de sua igreja original e então fundou a sua própria igreja segundo sua livre interpretação e intenções revelando que aquela outra não possui o Espírito Santo, entretanto, alegando ele que agora a sua O possui, e assim vão se reproduzindo sucessivamente, bem como, dando um pontapé na unidade requerida para a verdadeira Igreja pertencente ao Corpo de Cristo (Ef 4,1-5), da qual neste caso, ou Cristo possui múltiplos Corpos ou estão amputando Seus membros. 

Além do mais, a Palavra de Deus não é meramente o livro chamado Bíblia, mas a verdadeira Palavra de Deus se chama Jesus Cristo, pelo qual ninguém tem o direito de interpretar Sua Palavra e intenções para seu prazer e proveitos próprios e menos ainda usurpar o direito daquele a quem pertence a Palavra por propriedade (Jo 1,1-3). Portanto, seria loucura depositar nossas vidas em instituições humanas, pois, todos somos no mínimo falhos, mesmo cheios de todas as boas intenções do mundo. Nossas palavras quando corretas, não passam de uma redundância das Palavras de Cristo para Sua verdadeira Igreja, porém neste caso, a direiteza sempre vem diluída no copo com muitas intenções, desejos escusos e compreensão de homens (Mt 7,13-23).

Por outro lado, bem contrário do que os lobos e os papagaios dizem quando propagam que Jesus não deixou Igreja alguma, é gritante que a Bíblia prega o contrário. Foi Jesus quem fundou sua Igreja e não Constantino como alardeiam. Eis alguns poucos contragostos para estes: Mt 18,15-18; At 8,3; 1Tm 5,16; 1Te 1,1; Ef 5,22-33. Portanto, se é assim que Jesus deixou sua Igreja, Pedro é a pedra da base desta fundação enquanto Jesus é a Pedra angular que a sustenta (Mt 16,18-19; Ef 2,19-22).

O protestantismo também parte da premissa que o indivíduo será iluminado por Deus ao ler a Bíblia sozinho. Ledo engano, pois os fatos estão aí como prova pelas miríades de igrejas divergentes para contestar tais pretensiosos. Além do mais, a própria Bíblia contraria tal pensamento em muitas passagens, eis algumas:
- O caso de Felipe que foi enviado pelo Espírito Santo para explicar as Escrituras ao eunuco etíope (At 8, 26-39);
- Paulo em Corinto explicando o evangelho até mesmo aos já batizados por João Batista (At 19,1-7).

Assim, nenhuma luz milagrosa virá aos que estão fora da Igreja de Cristo. Toda "iluminação" vinda desta forma é do maligno, já que Satanás persiste em se transformar em anjo de luz para arrastar a todos que puder para o abismo junto com ele (2Co 11,13-15; Ga 1,6-9). Todo chamado de Deus se dá apenas por intermédio da Igreja de Cristo e conduzindo a ovelha à Ela, bem como, todo profeta verdadeiro está associado unicamente à Sua Igreja. Portanto, acordem e atentem a quantos falsos profetas protestantes estamos presenciando nestes últimos dias com suas profetadas de mortes e horrores que nunca se cumprem para a desonra de Deus perante incrédulos. Apenas no Youtube há centenas delas, sem mencionar as que acontecem aos berros, porém, entre quatro paredes. 

Porquanto, se existe alguma grande prostituta babilônica, esta está personificada no protestantismo com suas muitas igrejas em que, cada qual fala de um Jesus e de um Deus estranho as demais segmentárias. Todas estão envolvidas na política suja deste mundo com seus pastores e bispos perambulando por aquele submundo de Satanás, com as suas mãos sujas do sangue inocente das vítimas da corrupção própria deste sistema (Mt 4,8-10; Jo 17,16; 18,36). Vemos seu grande comércio onde o produto é vergonhosamente O Deus. Também percebemos que todas as nações protestantes são as mais atuantes nas guerras quando não, as mais ateias. 

Entendemos deste modo que o protestantismo é justamente aquilo que vergonhosamente acusam a Igreja Católica, a saber, são a prostituta babilônica com suas miríades de filhas brigando pela posse do Cristo bíblico, mas o que cada uma possui, é apenas seu avatar.

Se Estiverem Certos

Antes, vamos dar uma repassada na história que envolveu Babilônia antiga e seu relacionamento com o povo de Deus para então compreendermos a moderna Babilônia dentro do contexto dos atuais cristão e também o por que de seu uso no livro de Apocalipse ao invés do Egito, Roma ou qualquer outra potência do mundo antigo:

Pois bem, apesar de Babilônia ter sido a primeira cidade fundada logo após o dilúvio, foi somente no Séc. VI aC, especialmente durante o reinado de Nabucodonosor que ela atingiu a plenitude do seu poderio da qual Deus a utilizou como instrumento para executar julgamento sobre Seu povo obstinado e rebelde de Judá, da qual foram devastada Jerusalém e seu Templo já a muito profanado pelo paganismo. Os remanescentes sobreviventes foram levados ao cativeiro para servirem de espetáculo público e trabalharem como escravos. Os que conseguiram fugir ao Egito durante o cerco do exército não tiveram êxito, foram todos capturados e exterminados. Os únicos sobreviventes foram justamente os prisioneiros levados para a grande cidade adentro.

Mas tudo isso ocorreu à Jerusalém, porque ela havia se paganizado muito antes deste cativeiro. Haviam ali muitos falsos profetas propagando mentiras em nome de Deus, sacerdotes conduzindo o povo à deuses estranhos, o próprio povo amava a perversão, a idolatria e a avareza, enquanto os verdadeiros profetas eram perseguidos, ignorados e caluniados em suas admoestações. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Porém, durante o cativeiro mesmo debaixo de duras penas, Deus era fiel com Seu povo por estar no controle da situação. Assim, durante as tribulações da serventia, carência, provas e aflições imputadas pelo paganismo, Deus os estava amparando e os preparando para um futuro retorno à Israel para a restauração de Jerusalém, a nova Jerusalém e seu Templo. E assim se deu após 70 anos quando Babilônia foi subjugada pelo império Medo-Persa, deste modo, os filhos de Judá foram libertos.

A beleza e a potência de Babilônia caíram em uma única noite, em um dia que não esperavam e de uma forma jamais pensada: Ela se utilizava do rio Eufrates que a cortava ao meio como defesa contra qualquer inimigo. E naquela fatídica noite, enquanto o rei Belsazar dava uma grande festa com todos os seus maiorais reunidos aos milhares, Ciro o Medo aliado aos persas, desviaram o curso das águas do rio Eufrates em um trabalho monumental. Suas águas baixaram tanto que os soldados caminharam para dentro da grande cidade pelo seu leito lamacento através do túnel da maciça muralha enquanto todos dormiam, festejavam e se embriagavam. Assim, a grandiosidade de Babilônia chegou ao fim repentinamente.

E como isso se relaciona à moderna Babilônia a Grande, sentada sobre muitas águas?

Bem, sabemos que a Igreja milenar de Cristo cumpriu bem seu papel de mantenedora e multiplicadora do evangelho das boas novas em toda a Terra habitada durante seus dois mil anos. Todos os povos da Terra habitada receberam a Luz de Cristo. As águas da vida jorraram abundantemente como o Senhor tencionou, porém, a profanação do sagrado foi ganhando força e poder paulatinamente até sair dos bastidores e se tornar uma grande influência em muitos que deveriam proteger a Igreja visível de nosso Senhor.

Deste modo, nestes dias avançados, tudo o que é sagrado está sendo maculado e banalizado por doutrinas, modismos e ideologias alheias ao evangelho. O povo de Deus está vendido aos picaretas da fé, e muitos amam escutar que seus estilos de vida descompromissados, frívolos e apáticos estão bons aos olhos de um deus alheio às escrituras. Esta pestilência do demônio tomou conta inclusive da casa de Deus nas suas entranhas mais secretas. Outros ainda, não suportando mais o ensino salutar, se desviaram da fé por se tornarem mestres e pastores de bodes, arrebanhando até mesmo alguns do redil, pois, dentro da Igreja de Cristo não seria possível suas atuações devido as próprias dificuldades para este privilégio e a retenção para si de riquezas, assim, causaram milhares de rupturas no Senhor, porque são ladrões e falsos pastores. Mas São Paulo já havia advertido sobre isso: 'Rogo-vos, queridos irmãos, que tomem muito cuidado com aqueles que causam divisões e levantam obstáculos à doutrina que aprendestes. Afastai-vos deles! Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos.' (Rm 16,17-18 kja; Veja também 1Jo 2,18-19).

Assim como a Jerusalém de Javé se prostituiu com deuses estranhos e foram levados cativos à Babilônia, assim também a Igreja de Cristo se tem prostituído com ideologias, deuses e Jesuses estranhos as escrituras, e desta forma, capturam e conduzem todos ao cativeiro espiritual de Babilônia a Grande. Esta grande cidade que abarcou o povo de Deus, é portanto o desvio da fé de todos aqueles que não são cristãos genuínos dentro da Igreja de Cristo, ou seja, são os adultérios no redil do Senhor com o mundo alienado, pagão e ateu. Enfim, toda a Igreja está no cativeiro, porque a apostasia se infiltrou em tudo e de nada está adiantando as admoestações aos que deveriam defender a fé, assim como ocorreu com Jeremias o profeta. Estamos presenciando o forte crescimento de uma nação apóstata que formou-se no seio da Igreja de Cristo. O povo de Deus está no cativeiro espiritual de Babilônia (2Te 2,3.9-12).

Deste modo, as águas da vida estão amargando, fazendo com que as águas do grande rio baixem cada dia. Lama fétida é o que está começando aparecer, dando respaldo a entrada do Ciro Maior, Jesus Cristo, para trazer vingança aos profanos e libertar seu povo que se encontra cativo dentro desta grande cidade. Em breve soarão em nossos entendimentos o aviso: 'Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes das pragas que a atingirão! Pois os pecados da Babilônia se acumularam até o céu, e Deus se lembrou de todas as suas práticas iníquas.' (Ap 18,4-5 kja). Então, seu fim virá num só dia, quando os sonolentos e festeiros da grande cidade estiverem em irresponsáveis embriagues espiritual embasados numa falsa segurança (Ap 18,8). Porém, a nação santa atenta aos acontecimentos não estão se embriagando com o vinho dela e nem estarão dormindo, pois perceberam que o rio está secando e portanto, estão aproveitando o tempo oportuno para encher seus jarros com as ainda águas da vida para a breve libertação.

O alerta Divino foi dado: 'E, assim, quando virdes a profanação horrível da qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo, então, ... fujam ...' (Mt 24,15-16 kja). Sim, quando as águas da vida estiverem amargas pela contaminação, então este é o chamado para os despertos baterem em retirada.

Atentem que na época da aliança mosaica, para receber o perdão de Deus, bastava o povo executar a letra da Lei dos santos ofícios delineados por Moisés, sem muita necessidade de colocarem o coração naquilo que faziam, porque a Lei garantia o perdão dos pecados pelas obras. Assim, mais fácil era para os Judeus se manterem na aliança mosaica de que é para os cristão se manterem na nova aliança, pois aqui estamos debaixo de graça que exige-se que a Lei de Deus esteja no coração e na fé e não especificamente nas obras e isso requer o querer e a sinceridade de coração da qual poucos estão dispostos e preparados.

Oh Santo e Soberano Deus, quem poderá se manter em pé naquele dia que agora se aproxima? Ainda existe nesta geração pureza de coração e fé para alguém escapar das coisas que estão por vir...?

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